8 de maio de 2009

VII Semana de Ciências Sociais

Do dia 11 a 15 de maio ocorre na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) a VII Semana de Ciências Sócias. Durante os 5 dias do evento, sessões temáticas, conferencias e mini–cursos serão oferecidos aos inscritos, abordando o tema: “(Des)envolvimentos” – Abordagens crítico–analíticas sobre as diversas facetas do tema “desenvolvimento”.

Como um dos focos centrais desse encontro tem-se a discussão da Sociologia ambiental, que começou a ter reconhecimento da sua importância em meados da década de 70. O Instituto Ecológico LunarMaria trabalha com a proposta que o desenvolvimento de uma sociedade equilibrada deve ser baseada em ações que produzem impactos sócio-ambientais negativos minimizados e impactos positivos maximizados, respeitando assim, o meio ambiente. 

Tanto para integrantes da área de Ciências Sociais quanto da Ambiental, tal abordagem, mais do que nunca, deve está em voga. Uma grande oportunidade de troca de experiências e para a quebra de alguns paradigmas. Compareçam. O evento ocorrerá no IC – II – UFES. Confira a programação em: http://csoufes.blogspot.com/2009/04/programacao-vii-semana-de-ciencias.html

7 de abril de 2009

Dragagem do Porto de Vitória

                                                                                          Foto: PMV

Após quase 3 horas de explicações, reclamações e muitos pontos de vista divergentes, teve-se fim a terceira audiência pública sobre a Dragagem do Porto de Vitória, ocorrida no último dia 30 de Março na Câmara dos Vereadores de Vitória. O Instituto LunarMaria, participou da reunião.

Dentre as principais pontos destacados pelos contra-intervenção no porto destaca-se as preocupação com as possíveis perdas bióticas e de habitat após as detonações das rochas presentes na baía, a maneira que será feito o descarte das rochas e sedimentos da operação (local de bota fora) e os estudos do impacto sócio-econômico do empreendimento. 

Justificados pela maior segurança de operação do porto e pelo acesso de navios de maior calado, o presidente da CODESA, José Ricardo Ruschel dos Santos, e o representante do IEMA na audiência, defenderam com todo o fervor a implantação do porto. Indicando, principalmente, como benefícios à melhoria na logística de exportação de produtos capixabas e o aumento da arrecadação de impostos pela Prefeitura de Vitória. 

A Licença Prévia para o empreendimento já foi concedida pelo IEMA, sendo que, mais alguns estudos foram exigidos. O Instituto LunarMaria, prevendo a ajuda de demais representantes civis, irá acompanhar de perto o processo de licenciamento da atividade de dragagem, exigindo que os estudos sócio-econômicos sejam devidamente elaborados, assim como, os demais estudos relacionados com a hidrodinâmica do novo canal da baía (pós-dragagem), do local de bota fora e das consequências para a biota.

A próxima audiência pública está prevista para o dia 15 de Abril, na Câmara de Vereadores de Vila Velha, o Instituto LunarMaia, conta com a participação de todos para que a melhor decisão seja assumida, e que seja ela em prol da vida e não da ganância econômica.


28 de março de 2009

ECOCARTOON

Achei legal,

Redebi um e-mail do Lucas, membro do instituto, onde tinha esse site.
É bem legal, um concurso de ilustrações com temas sobre preservação, aquecimento global, entre outros. Você pode enviar sua ilustração que poderá ser selecionada para uma exposição.

Vale a pena confeir.



23 de março de 2009

Descida Ecológica do Rio Jucu


No dia 22 de março 2009, Dia Mundial da Água, foi realizada a 20ª Descida Ecológica do rio Jucu e o Instituto Ecológico LunarMaria realizou uma ação simbólica de estréia com a finalidade de conscientização e preservação do recurso hídrico da bacia hidrográfica do rio Jucu.

Representado por seis pessoas, o LunarMaria recolheu uma parte do lixo que foi encontrado durante todo o percurso do rio. Além disso, foram identificados pontos caóticos nas margens do rio em que a mata ciliar foi desmatada, onde ocorrem graves processos de erosão, um forte contribuinte para o assoreamento do leito do rio.

A descida iniciou-se aproximadamente às 10 horas da manhã e durou até às 17 horas. Durante todo o percurso foram recolhidos sete sacos de 100 litros de lixo. Isopor, plásticos (de todos os tipos) e alumínio foram os principais rejeitos apanhados. Em relação aos pontos de desmatamento registrados com um GPS, a proposta é formular um projeto mapeando esses pontos para realizar o reflorestamento da mata ciliar.Durante o percurso alguns participantes colaboraram com o Instituto aceitando sacolas plásticas para guardarem o próprio lixo, outros poucos vieram com suas sacolas de casa. A Associação Barrense de Canoagem (ABC), que vem realizando ações de preservação do rio Jucu há anos, foi bem representada e cumpriu o seu papel na conscientização ambiental dos participantes.

No entanto, muitos participantes pareciam não estar inspirados pelo Dia Mundial da Água e não levaram a sério o principal motivo da descida ecológica. Foram flagradas pessoas jogando isopor, latas e embalagens de alimentos na água do rio. Porém, essas pessoas não podem transformar essa atitude, em defesa de um recurso hídrico vital para Grande Vitória, em uma palhaçada. Esse protesto é reconhecido pela sociedade e o Instituto Ecológico LunarMaria acredita que os participantes devem dar o exemplo a favor do meio ambiente. Algumas sugestões para as próximas descidas deveriam ser consideradas como, por exemplo, a distribuição de sacos plásticos para cada barco participante, concursos com premiação para quem recolher mais lixo, concurso para quem construir o barco com material reciclado mais criativo e com a maior capacidade de pessoas – idéias que visem um maior envolvimento dos participantes na questão ambiental.

A preservação do Rio Jucu e demais recursos hídricos do Espírito Santo depende da colaboração de todos, não apenas no Dia Mundial da Água, mas no dia a dia de cada um. O Instituto Ecológico LunarMaria parabeniza a todos presentes, verdadeiramente engajados na Descida Ecológica do Rio Jucu, e registra o agradecimento especial ao professor Honério Coutinho do Laboratório Química Analítica (LQA) da UFES, ao Luiz Butério, pela disponibilidade do barco, ao Rodrigo Martins da Casa de Cultura e Cidadania da Barra do Jucu, por viabilizar um espaço físico para as reuniões, e a participação voluntariada de André Zardo, Gregório Teixeira e Mariana Gomes. Graças a colaboração dessas pessoas as atividades do LunarMaria foram realizadas com sucesso.


Mural

NOSSA CARTA DE PRINCÍPIOS

O Instituto LunarMaria foi fundado em fevereiro de 2009 vem, por meio desta, informar sua Carta de Princípios, relacionada a sua gestão interna.

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O Instituto Ecológico LunarMaria é uma associação civil de interesse coletivo, livre, sem fins lucrativos, de caráter sócio ambiental, sem filiação partidária ou religiosa, de duração por tempo indeterminado. Os princípios nessa carta expostos decorrem de debates em reuniões entre os membros idealizadores do Instituto Ecológico LunarMaria e deverão se constituir em orientação básica para todos que ingressarem neste Instituto.

Este instituto é gerenciado de forma simples e dinâmica considerando a coletividade, o apoio mútuo e a descentralização de decisões. A assembléia Geral é a estância máxima deliberativa do LunarMaria, seguida pelas reuniões. Podendo estas serem compostas por todos os membros e convidados interessados. As reuniões não poderão ir contra as deliberações definidas em assembléia geral. A assembléia deliberará preferencialmente pelo método do consenso entre os associados, considerando a viabilidade das idéias, porém, havendo discordância de opiniões as decisões serão tomadas por votação em assembléia geral. Para a assembléia ser oficializada deverá ser realizada com a presença de 50% mais 1 (um) membro associado. Os cargos de coordenação burocrática do instituto ( tesoureiro, conselho fiscal, e diretores) deverão ser ocupados por membros. Essa coordenação deve ter rotatividade e considerar as deliberações coletivas respeitando os princípios acima listados.

Para cumprir seu propósito o LunarMaria atuará por meio da execução direta de projetos, programas ou planos de ações, da doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuam em áreas afins.

No desenvolvimento de suas atividades, o LunarMaria observará os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência e terá um comportamento horizontal e igualitário com relação as diferenças sociais, étnicas, de gênero e político-religiosa.

A associação não distribui entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e os aplica integralmente na consecução do seu objetivo social.

A presente Carta somente poderá ser modificada em Assembléia Geral convocada para este fim.